O Futebol Feminino Em Portugal

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O problema do futebol feminino na Real não é a ausência de profissionalismo, no entanto o profundo paternalismo vigente. Os futebolistas espanhóis não são profissionais, entretanto esta não é a causa principal de que só tenham conseguido participar mais uma vez da Copa do Mundo: a causa é muito mais profunda e severa, e reside no desprezo institucional. Descaso incalificable por parte da Federação Espanhola e descuido vergonzante por parcela dos grandes clubes que possuem computador feminino, contudo que, salvo exceções muito a ausência absoluta, só o que têm para cobrir o expediente. A pauta comum pela existência interna dos times é o voluntariado. Esta é uma amplo virtude, mas que, levada ao extremo se torna um beco sem saída.

Jogadoras e suas famílias, treinadores e seus assessores e alguns dirigentes altamente especializados são os que alimentam a vida dos times de futebol feminino. Eles são a vida desses instrumentos, que mantêm o seu pulso. Há times muito arraigados em alguns clubes históricos e poderosas, porém, no geral, muito poucos se beneficiam de pertencer a um clube masculino.

Ninguém o entende melhor do que o Atlético de Madrid, que compartilha nome e marca, entretanto que, felizmente pra elas, é administrada à margem da suporte masculina. Não têm tanta sorte de outros objetos de extenso renome, integrados em estruturas de clubes masculinos que na aparência apoiam muito a suas jogadoras, mas acabam destinando um vulgar orçamento de 60.000 euros pra todos os custos da temporada.

Uma infraestrutura profissional não poderá ser imposta por decreto. Se as condições objetivas não permitem que essa suporte se assentará, há que aceitá-lo, do mesmo jeito que me parece conexo que o Real Madrid não tem time feminino de futebol, se o teu presidente não acredita nisso.

Apesar de a Florentino Pérez se lhe critica, várias vezes por essa carência está no teu certo de ter ou não ter time feminino: melhor não ter que fingir tê-lo; não tem espaço pra crítica. E também com a ausência de uma liga pontualmente profissional. Os clubes que compõem a 1ª Divisão -e não digamos 2º – não possuem a vontade de profissionalizar suas estruturas. Pensamos que, de acordo com as últimas estatísticas conhecidas, entre as 30.000 licenças de jogadoras que existem em Portugal somente 7 delas são profissionais.

Não é por acaso, no entanto vontade dos clubes que não tenha mais. O campeonato não é profissional, já que os clubes não querem que o seja. E não querem já que não confiam na recuperação de investimento que necessitam fazer, o que é bastante razoável, dada a pouca afeição ou o necessitado apoio da mídia. Que o futebol português não possa ser profissional não significa que não possa ser de elite. A história nos lembra de inúmeros esportes, que não eram profissionais e, no entanto, alcançaram rendimentos superlativos. O atletismo ou a natação espanhola dos anos setenta e 80 foram um amplo modelo. Aqueles atletas e nadadores conseguiram êxitos sem ser profissionais.

As atuais waterpolistas, campeãs mundiais e europeias, lembram-nos que é possível competir na elite sem suporte profissional do futebol. Mesmo nessa situação previsível, a seleção poderá prestar a outro nível muito superior ao divulgado no Mundial.

Basta imitar o que neste momento realizam o pólo aquático, o basquete ou o handebol feminino português: “as operações de comando”. Dado que essas especialidades também não vem sendo possível montar ou conservar uma verdadeira estrutura profissional de clubes, as respectivas federações têm apostado por atirar um operacional que catapulte o funcionamento da seleção.

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Nada de isto se fornece nem ao menos se deu pela Federação Espanhola de Futebol, cujo posicionamento com as jogadoras de futebol é, como mínimo, mesquinho, paternalista e condescendente. E o pequeno dos problemas é conhecido como Ignacio Quereda, o seleccionador.

Em razão de isto fez Villar com suas jogadoras: deixá-las plantadas na prorrogação do jogo mais interessante de tua história até aquele instante. Ninguém falará destas jogadoras dentro de alguns dias e no momento em que você se recordar o Mundial de 2015, só pode ser mencionado o travessão no último minuto ou quatro histórias.

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